Aqui está alguém que é maior que o templo (Mateus 12,1-8)

Há uma expressão popular que diz: “o que os olhos não vêem, o coração não sente”. Esse dito ajuda-nos a refletir sobre o Evangelho de Mateus 12, 1-8. Por quê? Simples. Os olhos dos fariseus e mestres da lei e de muitas outras pessoas se fixavam apenas na pessoa, na humanidade de Jesus. Quado convivemos por demais com uma pessoa, achamos que a conhecemos bem. Doce engano. Para conhecer bem uma pessoa diz um outro ditado “é preciso comer um saco de sal, daqueles de 60 quilos, juntos”. Pois é! Leva tempo. E mesmo assim ainda não o conhecemos bem. As pessoas olhando para Jesus enxergavam apenas a sua humanidade. Por isso, não conseguiam enxergar a sua divindade. A origem de Jesus é divina. Ele foi gerado no ventre de Maria pelo poder do Espírito Santo. A sua natureza é, portanto, humana e divina. As referências que Jesus faz no Evangelho de São Mateus, no capítulo 12,1-8 quando cita Davi e os sacerdotes, é portanto, uma referência a sua origem e missão:o Messias deveria vir da descendência de Davi e ao fato de Jesus ser o Único e Eterno Sacerdote. Jesus é o Messias, o enviado do Pai, nascido da descendência de Davi e é ao mesmo tempo o Sumo Sacerdote, que é capaz de oferecer um sacrifício único e definitivo. Por isso Ele é o Senhor (kirios – dono) do sábado e de todas as coisas. A atitude de Jesus diante da miséria do coração do homem é o da misericórdia. Ele se faz sacrifício para que cessem os sacrifícios. Ele se faz oferta,dom de amor, para que a misericórdia triunfe sobre o pecado e a vida triunfe sobre a morte. Misericórdia (no grego – Éléos) é o amor derramado, a vida consumida por uma profunda compaixão. Não basta dominar os conceitos e valores da religião, mas é preciso se envolver, doar a vida, consumir-se por amor. Não podemos usar da religião para dominar, mas para servir. Quem serve assume a dimensão do amor. Ultrapassa os sentimentos. Só pensa em seguir as pegadas do mestre. Deus te abençoe.